CBTIN debate inteligência artificial, qualificação profissional e regulação digital em primeira reunião de 2026

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Encontro no Rio de Janeiro reuniu especialistas e lideranças nacionais para discutir os rumos do setor de tecnologia no Brasil

A Câmara Brasileira de Tecnologia da Informação e Inovação (CBTIN), da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), realizou na última quarta-feira (08/04), na sede da entidade, no Rio de Janeiro (RJ), a primeira reunião de 2026. O encontro foi conduzido pelo coordenador da Câmara, Antonio Florencio de Queiroz Junior, também vice-presidente Administrativo da CNC e presidente da Fecomércio-RJ.

Representando a Fecomércio-GO, participou da reunião o coordenador do Pacto Goiás pela Inovação e presidente do Sindinformática-GO, Marco César Chaul, reforçando a presença do estado nas discussões estratégicas nacionais voltadas ao setor de tecnologia e inovação. Um dos presentes na reunião foi o diretor da Softex, Christian Tadeu, que também é membro da CBTIN. Ele reforçou que a casa está aberta para novas parcerias e fez um resumo com números do que é a Softex em termos de treinamentos. A Softex (Associação para Promoção da Excelência do Software Brasileiro) é uma Organização da Sociedade Civil de Interesse Público (OSCIP) brasileira, fundada em 1996, focada em promover a competitividade da indústria de TI e Software. Ela atua no fomento a startups, capacitação profissional, internacionalização de empresas e qualidade, gerenciando o Programa Prioritário Softex (PPI) em parceria com o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações (MCTI).

No encontro foram debatidos temas prioritários para o desenvolvimento do setor no Brasil, com destaque para a integração de iniciativas voltadas à qualificação profissional em tecnologia da informação. Entre os principais pontos, está o alinhamento de ações entre o Departamento Nacional do Senac e os Departamentos Regionais, com foco na formação técnica e no letramento digital de profissionais de TI, buscando atender às demandas crescentes do mercado.

Também foi apresentado o calendário do Circuito de Alinhamento entre CNC, Senac e Federações, iniciativa que visa fortalecer a atuação conjunta das instituições em todo o País. Outro tema central da reunião foi o uso da inteligência artificial integrada aos processos de negócio, refletindo sobre oportunidades, desafios e impactos da tecnologia no ambiente empresarial.

A agenda legislativa também ganhou espaço nas discussões, com acompanhamento de projetos de lei relevantes para o setor, como o PL 2.338/2023, que trata do uso da inteligência artificial no Brasil; o PL 4.675/2025, que aborda a regulação de mercados digitais e a criação da Superintendência de Mercados Digitais no âmbito do Cade; o PL 2.768/2022, que dispõe sobre o funcionamento das plataformas digitais; e o PL 4.752/2025, que propõe o Marco Legal da Cibersegurança, com a criação do Programa Nacional de Segurança e Resiliência Digital.

Outro ponto em destaque foi o avanço das discussões sobre a economia de dados pessoais. O Poder Executivo, por meio do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), prepara um projeto de lei para instituir o Plano Nacional de Economia de Dados, com o objetivo de estimular o compartilhamento seguro de informações entre empresas e o setor público, em modelo semelhante ao open finance, ampliado para dados em geral.

Marco César Chaul, coordenador do Pacto Goiano pela Inovação, ressaltou a importância da participação de Goiás nas discussões nacionais. “A CBTIN é um espaço fundamental para construção de políticas e alinhamento de estratégias. Levar a visão e as demandas do nosso estado para esse debate contribuiu muito para fortalecer o ecossistema de inovação e tecnologia em Goiás e no Brasil”, afirmou.

A CBTIN é um órgão consultivo da Presidência da CNC, composto por lideranças dos segmentos de tecnologia da informação, informática, comunicação, software, internet e inovação. Sua atuação é voltada à elaboração de estudos e proposições que subsidiem estratégias e ações institucionais em defesa das categorias econômicas representadas, contribuindo para o fortalecimento de um dos setores mais dinâmicos da economia brasileira.

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