Candidato defendeu investimentos em energia, qualificação de mão de obra, agilidade no licenciamento ambiental e descentralização do desenvolvimento econômico
O candidato ao Governo de Goiás, senador Wilder Morais (PL) participou, nesta quarta-feira (02/09), do Fórum Empresarial – Eleições 2026 – Governo de Goiás, promovido pelo Fórum das Entidades Empresariais de Goiás (FEE-GO), no Senac Cora Coralina, em Goiânia. O último a se apresentar na sabatina, Wilder apresentou propostas para infraestrutura, energia, meio ambiente, atração de investimentos, qualificação profissional, saúde e desenvolvimento regional.
Em sua fala, destacou a experiência como secretário de Infraestrutura e de Indústria e Comércio e afirmou ter conhecido os 246 municípios goianos durante sua trajetória na administração pública.
Energia como prioridade
Ao responder sobre infraestrutura, logística e conectividade digital, Wilder apontou a energia como prioridade para os dois primeiros anos de governo. Segundo ele, a falta de fornecimento adequado já impediu a instalação de indústrias em determinadas regiões do Estado.
O candidato defendeu investimentos em linhas de transmissão e destacou a necessidade de ampliar a infraestrutura energética especialmente em regiões como o Vale do Araguaia e o Nordeste goiano, onde também apontou potencial para mineração e exploração de terras raras.
Licenciamento ambiental
Na área ambiental, Wilder defendeu o aumento do quadro técnico da Secretaria de Meio Ambiente em 30% a 40%, além da digitalização dos processos e do uso de inteligência artificial para agilizar as análises.
Ele também propôs a adoção de licenças automáticas e autodeclaratórias para atividades de baixo impacto, com prazo de até 48 horas, acompanhadas posteriormente por fiscalização. Segundo o candidato, a simplificação dos procedimentos é necessária para evitar que a demora na emissão de licenças afaste investimentos de Goiás. Ele citou especialmente projetos de mineração e terras raras como setores que podem ser prejudicados pela morosidade dos processos.
Atração de investimentos e mão de obra
Ao tratar da reforma tributária e dos desafios para a atração de investimentos, Wilder afirmou que Goiás precisará construir novas vantagens competitivas diante da redução dos incentivos fiscais. Para ele, infraestrutura e formação de mão de obra qualificada serão fundamentais nesse processo.
O candidato defendeu maior integração entre o Sistema S, o governo e as empresas para que os cursos de formação profissional estejam alinhados às necessidades do mercado. Segundo Wilder, é preciso formar trabalhadores de acordo com a demanda das indústrias e dos demais setores econômicos.
Desenvolvimento regional
Entre as propostas apresentadas, Wilder anunciou a divisão de Goiás em dez regiões prioritárias de desenvolvimento, com ações definidas independentemente da força política de cada localidade. Uma das prioridades seria a criação de polos de industrialização no Entorno do Distrito Federal, acompanhada de formação de mão de obra para gerar empregos nas próprias cidades. O candidato afirmou que cerca de 150 mil pessoas se deslocam diariamente para Brasília em busca de trabalho.
Wilder também defendeu o fortalecimento de polos industriais já existentes, citando Aparecida de Goiânia, Anápolis e Senador Canedo, além da descentralização da gestão estadual para que cada região seja desenvolvida de acordo com sua vocação econômica. “Precisamos fortalecer e apoiar a indústria que já está no nosso Estado, com o apoio do Sistema S. O Estado vai estar lado a lado e, de preferência, na frente”, afirmou.
Saúde, indústria e turismo
Nas considerações finais, Wilder Morais defendeu a retomada dos investimentos em infraestrutura, incluindo energia, logística e rodovias, e reforçou a necessidade de apoiar as empresas já instaladas em Goiás.
Na saúde, o candidato propôs a criação do “SUS Goiás”, com o objetivo de fortalecer o atendimento à população.
Wilder também destacou o potencial turístico do Estado e citou Caldas Novas como exemplo de destino que poderia receber maior apoio do governo. Segundo ele, a realização de eventos e convenções ao longo do ano poderia contribuir para reduzir a sazonalidade e movimentar a economia.

