Iniciativa da Prefeitura prevê recuperação de fachadas, organização da publicidade e valorização do patrimônio histórico e arquitetônico da região
A Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de Goiás (Fecomércio-GO) participou, nesta quarta-feira (16/09), da apresentação do projeto Fachada Limpa, iniciativa da Prefeitura de Goiânia voltada à organização e revitalização das fachadas comerciais do Centro da capital. O encontro foi realizado no Sesc Centro e reuniu representantes da Prefeitura, entidades empresariais, lojistas e do setor produtivo.
A proposta foi apresentada pelo secretário particular do prefeito, Ariel Viveiros, e prevê a organização da publicidade, a recuperação das fachadas dos imóveis e a valorização das características arquitetônicas e históricas da região, especialmente do patrimônio Art Déco de Goiânia.
A primeira intervenção está prevista para a Rua 3, entre as avenidas Araguaia e Tocantins. O trecho deverá funcionar como projeto-piloto para futuras ações em outras áreas do Centro.
Durante a apresentação, o prefeito Sandro Mabel destacou que a revitalização das fachadas integra um conjunto de medidas planejadas para estimular a retomada do movimento econômico e social da região. Entre as ações previstas estão melhorias na iluminação, calçadas, arborização, segurança e organização da fiação, além do estímulo à ocupação do Centro por moradores, comércio, serviços e novos investimentos.
“O princípio é o seguinte: nós vamos mexer no Centro. Esse é o princípio. Nós estamos determinados a mexer no Centro”, afirmou o prefeito.
Segundo Mabel, a Prefeitura pretende iniciar as intervenções de forma gradual, com ações menores que poderão ser ampliadas conforme os resultados. A proposta também é permitir que proprietários e comerciantes adequem seus imóveis às novas orientações, inclusive em ruas que ainda não tenham recebido intervenções diretas do poder público.
Fecomércio destaca potencial econômico e turístico do Centro
Representando o presidente da Fecomércio-GO, Marcelo Baiocchi Carneiro, a presidente do Sindilojas-GO, Marisa Carneiro, destacou a importância da iniciativa para fortalecer o comércio, o turismo e a ocupação do Centro de Goiânia.
“A revitalização do Centro precisa considerar não apenas a recuperação física dos imóveis, mas também a identidade, a história e o potencial econômico e turístico da região. O Centro de Goiânia possui um patrimônio arquitetônico muito rico e pode se transformar em um espaço cada vez mais atrativo para moradores, consumidores, turistas e novos negócios. A Fecomércio-GO está à disposição para contribuir com iniciativas que promovam essa transformação de forma integrada e valorizem o comércio e os serviços que fazem parte da história da cidade”, afirmou.
Também participaram do encontro, pelo Sistema Fecomércio/Sesc/Senac-GO, o presidente do Sindióptica-GO e da Associação Comercial e Industrial do Centro de Goiânia e Adjacências (ACIC), Leandro Fleury, e o assessor da presidência da Fecomércio-GO, Iuri Godinho.
Leandro Fleury destacou a importância de preservar a identidade arquitetônica da região. Segundo ele, o Centro reúne estabelecimentos tradicionais e construções que fazem parte da história da capital, o que pode ser utilizado como diferencial para atrair moradores, consumidores e turistas. “O Centro tem muita história para ser contada. Temos empresas tradicionais, algumas com décadas de atuação, e um patrimônio Art Déco que precisa ser valorizado. A nossa visão é que a revitalização deve trazer atratividade, estimular o turismo, o comércio, a presença de moradores e novos consumidores”, destacou.
Fleury também ressaltou a importância de integrar a revitalização a outras iniciativas voltadas à ocupação do Centro, incluindo ações culturais, gastronômicas e turísticas. Entre as possibilidades discutidas estão a realização de eventos na Praça Cívica e a integração de projetos desenvolvidos por entidades do Sistema Fecomércio/Sesc/Senac-GO.
Para o setor empresarial, a revitalização do Centro representa uma oportunidade de fortalecer uma das áreas mais tradicionais de Goiânia, conciliando preservação histórica, organização urbana, atividade econômica e novos usos para a região.





