Encontro virtual destacou a reciprocidade entre os mercados, a estabilidade uruguaia e o potencial do país como hub logístico para a América do Sul
As oportunidades de negócios e exportação para o Uruguai foram tema de palestra realizada nesta quarta-feira (30/09), em formato virtual, com a participação de empresários, estudantes e pessoas interessadas em conhecer as possibilidades de internacionalização. O encontro contou com a participação do diretor da Câmara de Comércio Uruguai/Brasil, Júnior Alexandre Moreira Pinto, e do presidente do Instituto Brasil de Relações Empresariais Internacionais (IBREI), Maurício Prazak. O coordenador da Câmara de Comércio Exterior da Fecomércio-GO (Fecomex), Marcelo Gomes, representou a entidade na reunião.
Durante a apresentação, Júnior Alexandre destacou as características do mercado uruguaio, possibilidades para empresas brasileiras ampliarem sua atuação internacional e os diferenciais do país como plataforma de negócios e distribuição para outros mercados da América do Sul.
Os palestrantes ressaltaram que a oportunidade para o empresariado goiano vai além da comercialização de produtos diretamente no mercado uruguaio. A proposta apresentada foi mostrar o país como uma possível base estratégica para armazenagem, distribuição e redistribuição de mercadorias para diferentes destinos do continente.
Júnior Alexandre iniciou a palestra abordando a relação de complementaridade entre os dois mercados e as possibilidades de aproximação entre empresas goianas e uruguaias.
Segundo ele, a expansão internacional pode ser uma estratégia para empresas que buscam diversificação de receitas, novos consumidores e redução da dependência do mercado interno. O movimento pode ser especialmente relevante para micro, pequenas e médias empresas (MPMEs), que encontram na exportação uma alternativa para ampliar sua atuação.
A proximidade entre Brasil e Uruguai também foi apontada como um fator que pode favorecer as relações comerciais, especialmente para empresas interessadas em utilizar o transporte terrestre em suas operações de comércio exterior.
Outro destaque da palestra foi o ambiente institucional e econômico uruguaio. O país foi apresentado pelos especialistas como um território com características de estabilidade e previsibilidade que podem ser consideradas por empresas interessadas em investimentos e operações internacionais.
Um dos principais pontos da apresentação foi o papel do Uruguai como hub logístico do Cone Sul.
Segundo os dados apresentados durante a palestra, a logística representa até 5% do Produto Interno Bruto (PIB) uruguaio e conta com a atuação do Instituto Nacional de Logística (Inalog).
A estrutura logística do país envolve o Aeroporto Internacional de Carrasco e os portos do Atlântico, que conectam o Uruguai a importantes centros econômicos e consumidores da América do Sul.
A palestra também apresentou alternativas para empresas que pretendem utilizar o Uruguai como plataforma de negócios, com destaque para as Zonas Francas e os regimes de Porto Livre e Aeroporto Livre.
Estratégia de internacionalização
A apresentação mostrou que a escolha do modelo de operação deve considerar as características de cada empresa e de seus produtos.
Enquanto as Zonas Francas podem atender negócios que pretendem realizar atividades de montagem, transformação ou agregação de valor antes da distribuição, as estruturas de Porto e Aeroporto Livre estão mais associadas à movimentação, armazenamento e redistribuição de mercadorias.
Dessa forma, o Uruguai foi apresentado como uma alternativa que pode atender diferentes estratégias de internacionalização, desde a entrada no mercado consumidor local até a utilização do país como ponto de distribuição para outros mercados sul-americanos.
Para os participantes, conhecer as características do mercado uruguaio e sua estrutura de negócios é um primeiro passo para avaliar possibilidades concretas de exportação e internacionalização.
Além da análise da demanda, empresários interessados em ingressar em novos mercados precisam considerar fatores como legislação, tributação, logística, custos operacionais, características dos produtos, canais de comercialização e condições de cada mercado.
Ao final do encontro, os participantes tiveram a oportunidade de fazer perguntas aos palestrantes e esclarecer dúvidas sobre o mercado uruguaio, os modelos de operação, logística, exportações e as possibilidades de utilização do país como plataforma para alcançar outros mercados da América do Sul.